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Plataformas para TV

Aplicativos para TV: o que muda ao desenvolver para Roku, Android TV e Fire TV

Controle remoto, navegação por foco e regras de cada loja. O que considerar antes de levar o seu produto para a tela da sala.

Equipe AmplaVia 2 min de leitura
Tela de TV com grade de conteúdos, um item destacado e um controle remoto em primeiro plano.

Levar um produto para a TV parece só uma questão de aumentar a tela, mas não é. A distância do sofá, o controle remoto e as regras de cada plataforma mudam bastante a forma de projetar e desenvolver o aplicativo.

A TV é outra forma de usar

Na TV, a pessoa está a alguns metros da tela e navega com setas e um botão de confirmar. Isso traz algumas exigências:

  • Navegação por foco: sempre deve estar claro qual item está selecionado e para onde cada seta leva.
  • Textos e elementos maiores: o que é legível no celular fica pequeno demais a distância.
  • Menos digitação: digitar com o controle é lento. Login por código ou QR Code, lido pelo celular, deixa a experiência muito melhor.
  • Desempenho em aparelhos modestos: muitos dispositivos de TV têm bem menos memória e processamento que um celular.

Roku

Os aplicativos para Roku são desenvolvidos em BrightScript, a linguagem da plataforma, com o framework de interface SceneGraph. É um ecossistema próprio: o código não é reaproveitado de outras plataformas.

Para publicar na loja da Roku, o aplicativo passa por uma certificação que verifica requisitos técnicos e de experiência, como desempenho, comportamento do botão voltar e reprodução de vídeo.

Android TV e Google TV

Aplicativos para Android TV são aplicativos Android com interface pensada para a TV. Para aparecer na Google Play em televisores, eles precisam atender a requisitos específicos: funcionar sem tela de toque, ser totalmente navegáveis pelo controle e ter um banner próprio para a tela inicial da TV.

Fire TV

Os aparelhos Fire TV usam o Fire OS, baseado em Android. Por isso, boa parte de um aplicativo para Android TV pode ser aproveitada. A diferença mais importante é que o Fire OS não tem os serviços do Google, então recursos que dependem deles, como login com conta Google e alguns serviços de notificação, precisam de alternativas. A publicação é feita na Amazon Appstore.

TV Box

As TV Boxes geralmente rodam versões de Android, mas com enorme variedade de hardware e de versões do sistema. Vale testar em aparelhos de entrada e prever soluções para quando o dispositivo não tem os recursos esperados.

Um backend para todas as telas

Quando o produto existe em várias plataformas, o ideal é que todas usem a mesma API. Assim, conta, favoritos, progresso e regras de negócio ficam iguais na TV, no celular e na web, e uma mudança feita no backend vale para todas as telas de uma vez.

Conclusão

Cada plataforma de TV tem sua linguagem, suas regras de publicação e seu público. Planejar a experiência para o controle remoto e centralizar as regras no backend são os dois cuidados que mais fazem diferença em um produto para TV.

TagsRokuAndroid TVFire TVStreaming

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